Testamos o Lumia 2520, a primeira investida da Nokia no mercado de tablets
É oficial: a Nokia entrou no mercado de tablets com o Lumia 2520. Após o anúncio, houve muitos aplausos na plateia. Ouvia-se burburinhos com "finalmente" em várias línguas. Até que... "Windows RT". O sistema "reduzido" da Microsoft já ganhou fama de ruim, mas a Nokia parecia empolgada ao anunciar que seu primeiro tablet sairia de fábrica com o RT 8.1. Para todos os efeitos, demos a eles uma chance e "zeramos" essa má impressão. Confira as primeiras impressões do Lumia 2520.
Hardware
O formato é apropriado para um tablet de 10 polegadas no formato widescreen: sem excessos, bordas pequenas e nada pesado. Além disso, os componentes internos foram distribuídos de forma que não há qualquer sensação de desequilíbrio ao usá-lo, apesar disso ser comum em gadgets deste tamanho.
O material usado em sua fabricação "respira" Nokia: corpo com bordas curvadas, com design fechado, sem aberturas, feito em policarbonato e com botões pretos. A tela é a Gorilla Glass, tratada com o mesmo respeito usado em seus irmãos menores, famosos pela sua resistência.
A câmera, uma Carl Zeiss com sensores de 6,7 megapixels, está lá mas para marcar presença do que para ser usada largamente. Afinal, como pensam, quem sairia por aí com um tablet desses podendo tirar fotos com seus smartphones Lumia? A qualidade é razoavelmente boa, suficiente para não cair em críticas como o primeiro Nexus, que só trouxe uma frontal.
Software
Rumores anteriores já davam conta desta afirmação, mas havia quem apostasse em uma luz no fim do túnel. Elop, entretanto, selou o destino: o primeiro tablet da Nokia, Lumia 2520, veio mesmo com o Windows RT. Mas há uma explicação pra isso e não tem a ver com "agradar a Microsoft".
Em entrevista exclusiva ao TechTudo, o diretor responsável pela divisão de tablets da Nokia, Janne Heikkinen, explicou que o Windows RT foi escolhido basicamente por sua mobilidade. "A intenção da Nokia não é entrar para o mercado de PCs e criar um produto como o Surface, que é vendido como um substituto dos desktops tradicionais".

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